quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Na terra dos Leprechauns

Tche, a Irlanda me surpreendeu. Nao que eu tivesse poucas expectativas em relação ao país, mas tampouco sabia da sua imensa riqueza natural e cultural. Fiquei realmente impressionado. Há verde por tudo, não é à toa que a cor integre a bandeira e o símbolo nacional, o trevo. A qualidade e quantidade de músicos de rua, e o número de eventos literários e teatrais também impressiona.
Buenas, vou relatar brevemente aqui de forma cronológica minha passagem por esses pagos. Primeiro, devo dizer que o principal motivo da minha ida foi participar do congresso europeu de vida em ambientes extremos, que ocorreu durante a semana. Ai, aproveitando a estada visitei minha amiga Janice e a convidei pra um breve tour pelo interior.
Mas ja no fim de semana da minha chegada, fui com a Jan e as amigas ao Mount Usher gardens, com uma grande variedade da flora irlandesa, foi bem legal


Na sequência, passamos por essa paisagem bem irlandesa, de um 'lough' (lago) que nao me lembro o nome, pra chegar na Powerscourt waterfall, que é bem alta por sinal, muito massa.

 



Voltando a Dublin, aproveitei uma manha de folga no congresso pra dar uma passeada pelo centro, e é claro que fui atrás da estátua do herói nacional do rock'n roll Phil Lynott, e de mais algum vestígio do Thin Lizzy, que também diga-se de passagem, não é difícil de encontrar, basta ligar uma rádio e tá lá. Por sinal, na entrada desse shopping tava tocando 'Boys are back in town' e já entrei pra ver se tinha algum souvenir, ehehe, e eis que acho uma exibição da vida do cara. Great!

 

 
 

Enquanto isso, na pacata cidade de Bray, lá estava a Janice... Ai cheguei, acorda guria! Vamo faze uma trilha nessa montanha ai do lado! Brincadeira, fui bem mais sutil, ehe.. Bah e tava bom tche, naqueles raros momentos de sol irlandes, daqueles que no meio dia ficam a uns 30 graus do horizonte, atravessamos o monte até Greystones. Aproveitei pra dar uma cochilada no caminho...
  

E não é que no meio dos meus sonhos os Leprechauns resolvem aparecer, olha o arco íris que eles deixaram pra trás... e foi bem real. Como diriam os franceses.. Superb!
 

Bom, e já que citei os franceses, aproveito pra comentar sobre a simpatia e hospitalidade dos irlandeses, nota 10! Ai resolvi dar uma passadinha no pub mais famoso de Dublin, o Temple Bar, só pra tomar uma Guiness em homenagem ao bom humor!

Buenas, entao eis que começa nossa jornada pelo interior. Aluguei um carro e já sai dando cavalinho de pau na chuva e na mão contrária! Enveredamo direto pra tal da tumba de Drogheda, brincadeiras à parte, a tumba de Newgrange foi construída há mais de 5000 anos (mais antigo que a pirâmide de Quéops e Stonehenge) e sua única abertura é direcionada pra que apenas no solstício de inverno o sol entre e ilumine seu interior. Infelizmente chegamos no fim da tarde e não podemos entrar, mas valeu..

Próximo passo, Belfast. Já é outro mundo, outra moeda, quem comanda é a rainha da Inglaterra. A começar por aí já me desagrada, mas a cidade é legal, sem comparação com Dublin, mas legal. Depois de achar um hostel bem mais ou menos, fomos direto pra um pub, onde comemos e jogamos uma sinuquinha. No outro dia, Queen's university, no castelo que é bem simpático, e no monumento/museu ao Titanic, ele partiu daqui.





 À tarde, um dos momentos mais esperados, os Giants Causeways. Essas colunas de pedra com secção poligonal não foram feitas pelo homem não, são naturais, e gigantes mesmo. Impressionante.















Nessa noite dormimos em Donegal, onde assistimos uns minutos de dois velhos senhores irlandeses tocando música tradicional em seus violinos, batendo o pé. Pra mim, uma das cenas mais marcantes da viagem, pena não estar com a câmera, mas ficou bem guardada na memória.
Mas foi em Sligo, que conhecemos um escultor de madeira, que nos contou várias estórias de mitos dos quais fazia suas esculturas. Foi uma aula de mitologia celta, muito legal.



Só uma amostrinha do música na rádio de Sligo nesse vídeo que fizemos dentro do carro:


A seguir, passamos pela praia de Bundoran, onde acontece o principal campeonato mundial de surf daqui. Tem que ser macho pra entrar nessa água!




Na sequência, rumamos pra Galway, uma cidade muito simpática, de onde a Janice partiu pra Dublin e eu pros Cliffs of Moher, passando pelo vale da lua.




 Um penhasco de 250 m de altura (consegue ver as pessoas ali no cantinho esquerdo?), de onde a vista do por do sol é assim...
 Já no fim da viagem, dormi em Galway, mais uma Guinness num pub, e meu apoio pros indignados irlandeses. Gostei da frase: Where's Bono now?
Fim. Abraço

domingo, 24 de julho de 2011

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Resolvi colocar aqui algumas experiencias que ando fazendo com minha câmera, desta vez são time-lapses. O primeiro é do por do sol aqui no topo das montanhas em Banyuls, o segundo o entardecer de Sibernik, na Croacia.

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Surf e música no País Basco

Po faz tempo q não escrevo por aqui. Felizmente, depois de uma viagem excelente como essa ao país basco, não tem como não descrever o registro feito pelas fotos desses momentos inesquecíveis.
Bom, pra fazer essa trip aluguei um carro, q ao mesmo tempo me da liberdade de ir e vir sem horários marcados, e com sorte, pegar um carro grande o suficiente pra poder me esticar e dormir, aliviando assim os custos com hospedagem. E eu tive essa sorte, um seat ibiza com porta malas alongado, era tudo o q eu precisava. Foi até confortável...
Na saída, peguei a rota do pays Cathare, passando por Sant paul de fenouillet até Foix, esse castelo abaixo fica entre as duas. Olha esse caminho eu recomendo, é muito bonito, com canyons, castelos, paisagens montanhosas onde tu passa por cima, por túneis, desfiladeiros, show de bola mesmo.


 Saindo de Foix, peguei a route des pyreneés até o pic du midi que fica em Bagnères de Bigorre, é uma estação de ski que dá acesso a um observatório astronômico no topo do pico. Pena que eu cheguei tarde demais pra pegar o teleférico, mas fica pra outra...
 Chegando em Biarritz, ja no país basco francês, me encantei com a cidade tchê, tudo gira em torno do surf, todas as gerações de famílias dentro d'água, muito legal. Cheguei a ver uma guria com uma bolsa Vuiton (sei lá se é assim q se escreve) num braço e uma prancha no outro.

 
Bom, no outro dia pela manhã o tempo não estava lá essas coisas, mas as ondas sim. Aluguei uma pela bagatela de 12 euros a hora (puts!) e fui pra dentro d'água né, o momento mais esperado. Altas ondas, água fria mas cristalina e surf até não aguentar mais, que categoria!
 à tarde parti pra Bilbao onde acontecia o BBK Festival, mas na passada dei uma conferida na praia de Arritera, com umas ondas boas rolando tb, e a praia muito massa com altas falésias e formações rochosas muito loucas.

 Bilbao é bem interessante, além de ficar muito perto do mar, tem algumas atrações como o museu Gugghenheim, um dos mais procurados na europa, e como se pode ver é bem autêntico.










O por do sol anunciava uma grande noite, e foi, o BBK Festival. O show do Jack Johnson foi massa, mas depois ele também foi assistir o ponto alto da noite, Black Crowes abrindo com Jealous again, passando por wiser time, hotel illness, e fechando com chave de ouro com Remedy, deusulivre!!!



Bom, nesse ínterim conheci uma brasileira pelo couchsurfing, que me emprestou uma cama pra me encostar, bah e eu tava precisando, valeu Carol!

Buenas, até aí já tava ótimo, mas como eu tava perto da praia de Mundaka, pico clássico espanhol, fui dar uma espiada. Infelizmente, flat, mas já deu pra sentir o clima, e imagino que quando quebra a esquerda atrás daquela pedra, o bicho pega!
  
Aproveitei pra dar uma esticada também a Santander, uns 80km adiante, não foi grande coisa, tirei umas fotos do palácio de verão do Rei da  Espanha e voltei correndo pra Biarritz, pra fazer mais um surf antes de voltar pra casa.
 
Depois de mais de 8 hrs de viagem cai direto dentro do festival Deferlantes em Argéles sur mer, bem perto de casa, dessa vez pra assistir Asa e Joe Cocker, inesquecível também. Pena não ter fotos, não me deixaram entra com a máquina, coisas de franceses quadrados, fazer o que?

Abraços! E até a próxima!

Leonardo