quinta-feira, 17 de março de 2011

Experiência vídeo pôr do sol

Acho muito legal essas sequências em alta velocidade de eventos naturais, principalmente das nuvens se formando, passando ou desaparecendo. Banyuls é perfeito pra isso, venta bastante,  e geralmente as montanhas formam uma barreira que altera a pressão ao redor das nuvens, fazendo com que elas permaneçam ou desapareçam. Me lembra bastante a polinésia, aqueles picos verdes no meio do oceano com uma nuvem permanente no topo, muito bacana.
Entao segue a primeira experiência de sequência em alta velocidade do pôr do sol em Banyuls. As fotos foram tiradas de cima do carro com intervalo de 5 s e depois reproduzidas por 0,1 s.  Prometo evoluir mais nesse quesito, foi só a primeira... por exemplo, ainda não tenho um tripé, o que ajudaria muito em termos de trepidação. Assiste e deixa teu comentário:

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Uma nota sobre o Oceanário

Tenho minhas dúvidas sobre a relevância educacional desse grande investimento em Rio Grande. É claro, não vou criticar e desdenhar do atrativo turístico para a cidade que o empreendimento trará, apesar de tecer algumas salvaguardas sobre outras questões apontadas como características do projeto. Vamos a algumas delas.
O projeto arquitetônico é dito como totalmente integrado com o meio ambiente, com estratégias e tecnologias para a redução do impacto ambiental (captação e o uso da água da chuva, o uso de energias renováveis, a gestão de resíduos sólidos). Bem, a área da construção situa-se sobre um marisma, outrora defendido por estudiosos como sendo um ecossistema importante e frágil
O projeto contempla alas com reprodução dos biomas brasileiros e antártico; a energia necessária para a climatização dessas alas em uma cidade com uma variação sazonal de temperatura da ordem de 20 graus torna o uso de energias alternativas um mero acessório com a tecnologia que temos hoje, ponto para educação nesse caso, não pra redução do gasto de energia.
Há de se ter uma eficientíssima gestão de resíduos, principalmente porque sabemos das condições eólicas da praia do Cassino durante o ano inteiro. A cidade do Rio Grande tem problemas com o lixo com o atual número de habitantes e visitantes, imagine com o drástico aumento de visitantes do Oceanário e moradores devido ao pólo naval. Por essas e outras, é falsa a propaganda de um empreendimento integrado com o meio ambiente.
Com relação à educação, acredito mesmo que seja uma oportunidade ímpar para aulas de oceanografia, mergulho, com espaço para o CRAM, exposiçoes multimídia, etc.. Mas no âmago do mega investimento, está a captura e uso de animais para exposição (haverá animais dos biomas amazônico, cerrado, pantanal e antártico!). Na arcaica idéia de que o ser humano pode fazer o que quiser com os outros animais, a intenção pode ser aproximar as crianças da natureza etc..., mas a idéia que continuará sendo passada é essa. Sem palavras, sem propaganda, apenas pela atitude (Não deixa de assistir o premiado documentário "The cove" pra ter uma idéia melhor sobre a captura de animais pra exposição).
Agora, cabe a cada um refletir sobre as consequências da perpetuaçao de tal "consciência", pela simples cópia de um aquário francês, justo um dos países que menos respeita os animais, com seu famoso foie gras. Bem que em Rio Grande o projeto poderia partir dessa premissa, com a tecnologia multimídia que temos hoje, seria bem possível um ótimo exemplo para o mundo inteiro.
Sei, como riograndino, que devido à época de vacas magras que a cidade enfrentou durante as últimas décadas, qualquer aceno com possibilidade de desenvolvimento, faz com que as pessoas mergulhem de olhos vendados na piscina de oportunidades. Mas é preciso prudência, bom senso e visão moderna do futuro.